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De tabela a mapa: como softwares como QuantumGIS

podem contribuir para a análise de dados urbanos.

Proponentes: Natália Rocha e Taiane Moreira

 

Resumo: Ferramentas de georreferenciamento como o QuantumGIS podem ser grandes aliadas na análise do espaço urbano. Nesta Oficina propomos utilizar uma tabela com Agentes envolvidos na produção do espaço urbano de bairros de Salvador, BA. Os participantes aprenderão como transformar a tabela em um mapa que será transformada em mapa georreferenciado. A partir do qual os participantes poderão fazer análises comparativas utilizando as informações dos agentes e de delimitações do PDDU 2016 de Salvador, relacionado ao eixo temático Financeirização e repercussões no espaço urbano.

 

Público Alvo: Bolsistas PIBIC, Estudantes de Arquitetura e Urbanismo e demais participantes com nível básico de excel.

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CIDADE-OBRA – experimento gráfico

Proponentes: Cibele Bonfim, Flávio Oliveira, Sofia Leandro

 

Resumo: Pensamento que vira palavra que vira forma, que vira impressão, permanece; que vira colagem, sobrepõe; que vira carimbo, repete; que vira recorte, apaga; que traz o novo através do pré-existente. Como uma analogia à produção do espaço urbano o experimento gráfico CIDADE-OBRA é um espaço aberto a crianças e adultos dispostos a compartilhar o fazer cidade a partir de processos coletivos de experimentação estética. Partindo do entendimento da cidade enquanto obra de caráter coletivo, esta oficina consiste num experimento gráfico voltado para pensar a experiência e a paisagem urbanas através de técnicas analógicas de representação resultando numa obra criada coletivamente por crianças e adultos engajados no processo.

 

O objetivo desta proposição é trazer a criança como sujeito fundamental para o pensamento sobre a produção, construção e apropriação do espaço urbano, portanto volta-se para a troca de saberes e experiências com o estes sujeitos como protagonistas da proposta de criação coletiva. O gesto do fazer com as mãos também é evocado como fundamental para pensar a produção da cidade, daí a escolha de processos gráficos totalmente analógicos, que trazem o engajamento corporal necessário à presença; a atenção ao tempo da execução de cada gesto e à produção de cada objeto.

 

Estabelece-se, assim, relações com a experiência do cotidiano, na qual o corpo é medida e interface de relação com a cidade.

 

Público Alvo: Crianças (a partir de 6 anos) e adultos.

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Metodologias Integrativas - Tema: Moradia Social e Coexistências Socioecológicas

Proponentes: Paula Adelaide Matos Santos Moreira e Heliana Faria Mettig Rocha

 

Resumo: Utilizando-se de metodologias integrativas, a oficina proposta busca criar processos reflexivos sobre a questão da moradia social, desde a escala do indivíduo, passando-se pelo reconhecimento das diferentes formas de morar e, também, do papel do ser social na contemporaneidade. Trata-se de um exercício de construção da coletividade do grupo envolvido que, objetiva expandir reflexões quanto ao papel de cada um na articulação social, com vistas a viabilizações de convergências pactuais em aspectos socioecológicos inseridos na cidade.

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral

 

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COLAPSO - Pensando a cidade a partir da vulnerabilidade social

deslizamento e inundação: Salvador é isso?

Proponente: Paulo César Zangalli Júnior

 

Resumo: Analisar como a vulnerabilidade social a deslizamentos de massa e alagamentos tem sido e/ou poderia ser considerada na produção do espaço da cidade de Salvador.

 

  • Analisar como o PDDU 2016 trata a questão da vulnerabilidade social e territorial;

 

  • Analisar a espacialização da vulnerabilidade em relação ao zoneamento de Salvador Público Alvo: Estudantes de Graduação, Pesquisadores, Integrantes de movimentos sociais, Agentes do Mercado Imobiliário, Agentes do Setor Público e outros interessados.

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral

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Direito À Cidade E A Educação Jurídica Popular

Proponente: NAJUP-SAJU

 

Resumo: A oficina terá participação de alguns integrantes do NAJUP/SAJU e de alguns representantes do Centro cultural Que Ladeira é Essa. Esta será dividida em quatro momentos: apresentação do NAJUP por parte dos integrantes e abordagem sobre os conflitos acompanhados pelo Núcleo no Centro Antigo de Salvador; a apresentação o que é O Centro Cultural Que Ladeira é Essa; apresentação dos conflitos hoje presentes da Ladeira da Preguiça; a realização de duas dinâmicas, a primeira com o tema “A especulação imobiliária e o Direito à Cidade” e a segunda “Estratégias jurídicas na defesa do Direito à moradia”; e por fim, o último momento que será direcionado para discussões sobre os temas abordados e dúvidas.

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral

 

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Arquitetura Como Prática Política

Proponente: Ícaro Vilaça

 

Resumo: A oficina "Arquitetura Como Prática Política" visa situar a relevância histórica e as contribuições originais de arquitetos/as, cientistas sociais e profissionais de outros campos de atuação que se colocaram a serviço da efetivação do direito à moradia e do direito à cidade através de experiências desenvolvidas junto a movimentos sociais – seja nos projetos desenvolvidos em conjunto com os futuros moradores, na inovação tecnológica e produtiva, nos processos de educação popular ou na organização do trabalho no canteiro de obras.

 

Por meio desta atividade, pretende-se: (1) demonstrar que há espaço para o desenvolvimento de propostas com alta qualidade arquitetônica no âmbito da habitação de interesse social; (2) contar parte da história da luta por moradia e pela reforma urbana no Brasil e (3) abordar criticamente o papel das políticas públicas relacionadas à provisão habitacional no país.

 

Partindo da apresentação de experiências de produção do espaço por movimentos populares e de contribuições pontuais do pensamento de Paulo Freire e de Sérgio Ferro, pretende-se construir, junto aos participantes, um repertório comum capaz de fornecer subsídios – e estímulo – à experimentação de formas de produção do espaço alternativas, comprometidas com a luta pelo direito à cidade e à moradia digna e com a experimentação de métodos e procedimentos que assegurem aos trabalhadores a possibilidade de produzirem seus territórios com autonomia. Público Alvo: Participantes do evento e público em geral.

 

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Cartografar E Narrar A Cidade Negra

Proponentes: Sofia Costa, Caroline Souza e Jairo Santos

 

Resumo: A partir da pesquisa Narrativas e Cartografias, os questionamentos sobre quem produziu e produz as cidade ficou cada vez mais em nossas cabeças. Entendemos que as formas de se cartografar tem uma ideologia que está sendo apresentada e que acaba evidenciando alguns aspectos e escondendo outros, contando vantagens e/ou desvantagens na história de uma sociedade. Com a utilização de ficção e história, começamos a produzir novas narrativas em cartografias que dessem visibilidade à perspectivas de se fazer e viver a cidade de Salvador, entendendo que temos um histórico de apagamentos. Então, cartografar as “cidades diaspóricas” que compõem Salvador e construir cartografias resistentes a partir de narrativas contemporâneas da presença negra na cidade é uma estratégia de contar a nossa história a partir de outras perspectivas.

 

Entende-se que a contribuição negra no processo de construção da cidade é continuamente invisibilizada e desabonada, diante disso, a oficina tem como objetivo dar voz contribuições negras silenciadas, pois, considerando que a história negra foi fragmentada, a partir de apagamentos desde a diáspora, apresenta-se como urgente a necessidade de instigar novas possibilidades de mapas da cidade que descrevam o não narrado e possibilite novos futuros. Utilizamos, assim, a cartografia como instrumento político para reconhecer e reiterar a presença negra em Salvador.

 

Tendo como base para a oficina a apresentação de mapas existentes, que foram construídos a partir de obras literárias: Um Defeito de Cor (2006), Cidade das Mulheres (1947) e O Corta-braço (1955), cujas narrativas possibilitaram cartografar construções subjetivas, afetivas e epistêmicas inerentes à construção de cidade, rastreando momentos e fatos protagonizados por sujeitos historicamente diminuídos pelo poder público, pela sociedade e pela ciência. Serão elaboradas duas cartografias, a primeira individual partindo de três pontos principais, que se relacionam com as narrativas utilizadas como base: a moradia, o trabalho e a religiosidade; por fim, uma segunda cartografia, construída coletivamente.

 

Propor uma cartografia a ser realizada coletivamente como meio de tornar visível e potencializar articulações e relações na qual as diferentes dimensões dessa presença negra na produção da cidade serão acomodadas, articuladas e colocadas em relação. Para tanto, os participantes da oficina devem fazer uso do material com potencialidade gráfica que julgue com maior capacidade para representar sua forma escolhida de narrar a sua cidade de Salvador, que poderá ser através de desenhos, colagens, textos, pintura, etc.

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral

 

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A Disputa Por Patrimônio Urbano, Vista Como Um Diagrama De Redes Sociais

Proponente: Solange Valladão

 

Resumo: A oficina pretende problematizar a ideia de produção imobiliária contemporânea relacionada ao patrimônio histórico, através da elaboração de um diagrama de redes sociais como objeto de estudo etnográfico, desenhado a partir de duas questões surgidas dentro do recorte de campo do projeto de pesquisa de doutorado da proponente “A produção de subjetividade como elemento central nas disputas por patrimônio urbano, a partir do final do século XX: o caso de Salvador-BA”.

 

As questões envolvem disputas recentes por imóveis e conjuntos urbanos dentro do Centro Histórico de Salvador, sendo estes o Palácio Rio Branco e os Arcos da Ladeira da Conceição da Praia. Embora se trate de eventos muito próximos e provocados de modo semelhante (como iniciativa do poder público em articulação com o setor privado), os projetos anunciados para estas áreas repercutiram de forma distinta, mobilizando diferentes grupos sociais. Esta situação abre a possibilidade de nos aprofundamos sobre as diversas redes sociais que se organizam em torno da disputa por patrimônio urbano, de acordo com seu porte, sua localização e sua relação histórica com a cidade, possibilitando uma reflexão sobre a presença destes eventos no grau de interações subjetivas que mobilizam.

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral

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Mouraria 53: uma possibilidade para os imóveis do Centro Histórico.

 

Proponentes: Naia Alban e Rodrigo Sena

 

Resumo: A informalidade, uma das principais consequências do nosso projeto de modernidade, aparece como um fator estruturante de nosso processo construtivo. A formalização do ato de construir é parcial, na medida em que, quase sempre, impregna-se de improviso e, consequentemente, de subjetividade. Quase que sistematicamente, temos que adaptar soluções tecnológicas, materialidades e processos, na proporção inversa do afastamento das práticas herdadas e/ou incorporadas da construção.

 

Apesar do menosprezo diante das tecnologias tradicionais, estamos percebendo um resgate desse conhecimento herdado, que se faz urgente pela própria depreciação e desestruturação da cadeia de transferência do saber de nossos mestres. Assim, retomar esse legado constitui-se em um aprendizado que, para além de abrir a possibilidade de viabilizar outros atores no processo construtivo, retoma questões identitárias importantes.

 

A partir desta perspectiva, a cada dia, surgem mais grupos à frente de obras, que são formados por indivíduos com interesses em comum. Mais conhecidos como “coletivos”, estes grupos ampliam o leque de soluções voltadas para a necessidade de diminuição dos custos da obra.

 

Com esta prática, apesar de também haver uma diminuição no nível de sofisticação do resultado, abre-se o espaço para que um maior número de pessoas possa participar da construção. Enfim, na medida em que o processo da construção é mais simplificado, possibilita-se uma maior participação e experimentação no uso criativo das materialidades.

 

Estimular o reuso de arquiteturas já existentes é algo que deverá ser incorporado e incentivado no processo de ensino da arquitetura. O direito autoral sobre a obra arquitetônica se institui com a modernidade. Entretanto, na realidade periférica, este direito se vê flexibilizado, por não se saber quem, de fato, detém a autoria.

 

Responder à questão sobre como se posicionar frente ao construído, mesmo sem grandes atributos arquitetônicos, é entender que a arquitetura não pode ser vista como o resultado de um único ator. Mas, sim, de um coletivo que atua ao longo da vida do edifício, pertencente a um determinado lugar. Nem tudo tem que ser totalmente novo! Pode, sim, ser ressignificado. É desse lugar que surge o Coletivo Mouraria 53.

 

“O QUE NÃO SERVE PRA VOCÊ, É UTIL PRA GENTE | Mouraria 53 é um canteiro de restauro experimental concebido por pessoas interessadas em possibilidades para a intervenção e uso criativos de um imóvel no Centro Histórico de Salvador. Nosso projeto é um protótipo para a recuperação das ruinas do centro, partindo do princípio de ma arquitetura de baixo custo, onde espaços se relacionam diretamente com os recursos disponíveis localmente.” [Material de divulgação na rede do Coletivo 53]

 

  • sobre essa experiência do Coletivo Mouraria 53 que queremos debater. Os desafios encontrados - gestão financeira; reuso de uma casa no Centro Antigo de Salvador; processos alternativos de produção, uso e pertencimento do espaço; reciclagem de material de construção e; qualidade arquitetônica – se somou a um aprendizado de educação patrimonial, de construção e de consolidação de relacionamentos humanos.

 

Relacionamentos importantes para o momento do Brasil contemporâneo.

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral

 

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Processos de Verticalização e Leituras do Território Urbano

Proponente: Manoel Antonio Lopes e Rodrigues Alves

 

Resumo: Em um contexto em que o capitalismo neoliberal, em maior ou menor grau articulado a municipalidades empreendedoras, define condições mais favoráveis a financeirização e ao controle do espaço urbano pelo mercado imobiliário, observam-se processos de verticalização que definem novas tipologias e usos do espaço caracterizando um fenômeno de transformação do espaço urbano e suas práticas cotidianas. Hoje, edificações residenciais verticalizadas (highrises) são mais do que soluções arquitetônicas, constituindo-se em commodities de um mercado global utilizadas para a fixação dos fluxos do capital mundializado, numa ação conjunta entre o Estado e os mercados financeiros e imobiliários. As transformações do espaço, práticas e usos cotidianos do espaço urbano (e de seu espaço público) decorrentes de processos de verticalização em curso, promovem a produção controlada e tematizada de um espaço urbano que, mesmo apresentando contextos socioculturais distintos, estrutura-se consoante a lógicas e dinâmicas mundializadas que conformam espacialidades de consumo. Nesse cenário: como entender relações contextuais, impactos e entrelaçamentos entre verticalização, expansão urbana e modos de vida no espaço urbano; e, no contexto da verticalização acelerada das metrópoles contemporâneas, qual a capacidade de produção de uma cidade inclusiva? Essas são questões do projeto “Highrise Living and the Inclusive City (Highrise)” – parceria do IAU-USP e da Université Lumière Lyon 2, que conta também com pesquisadores franceses e brasileiros de outros centros de pesquisa.

 

Considerando que diversos aspectos do espaço urbano podem ser plenamente analisados apenas em sua dimensão espacial - tudo que acontece, acontece em algum lugar -, a cartografia pode auxiliar a responder as perguntas formuladas, em particular porque a distribuição espacial de eventos no espaço urbano associa-se às características do espaço e tende a estabelecer correlações com outros eventos espaciais em diversas dimensões, demonstrando efeitos de atração, dispersão, regularidade e aleatoriedade em um processo intitulado dependência espacial.

 

A proposta da oficina é de introduzir e explorar a metodologia específica de leitura do território urbano desenvolvida no projeto Highrise e discutir seus resultados por meio da análise de questões de multiescalaridade e de abordagens estatísticas e de seus pontos fortes e fracos, bem como de sua aplicabilidade em outros contextos urbanos. O primeiro momento será de apresentação da metodologia desenvolvida no projeto, visando compreender sua possibilidade de replicação. Por meio do emprego de Sistemas de Informação Geográfica, Modelação de Dados e Análises Espaciais realizam-se leituras do espaço urbano, tanto de definição de áreas de estudo específicas em diferentes escalas – observando indicadores socioeconômicos, legislação e índices qualitativos de verticalidade – quanto de highrises em seu contexto geográfico e territorial urbano. O modelo geoespacial de seleção, possível de ser aplicado para diferentes cidades, emprega como referência indicadores universais que compõem o IDH (escolaridade, renda e expectativa devida) e base de dados geocodificada de empreendimentos, trabalhando a partir de unidades territoriais específicas – no caso de São Paulo, base de dados EMBRAESP (1985 – 2018) e UDHs. Os dados são agregados em quatro faixas do IDH e analisados em três dimensões escalares (local, intraurbana e do empreendimento), possibilitando a seleção de áreas de estudo considerando indicadores de verticalidade, densidade e dispersão, dentre outros. Técnicas de análise espectral de imagens aéreas possibilitam também investigar tendências de verticalização e análises espaço-temporais de processos de verticalização (incluindo a correlação entre verticalização, incremento do valor fundiário e transformações socioespaciais).

 

Público Alvo: Participantes do evento e público em geral que possam levar seus notebooks.

RESUMO DAS 

OFICINAS

ATÉ 31.05