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CONVIDADOS/as

Eric Mazzone 
AFROCIDADE

O Afrocidade vem para  mostrar que existe consciência da  história e do que estava acontecendo.O som da banda mistura letras politizadas de denúncia às opressões contra o povo negro a ritmos populares como o arrocha e o pagode, além da música afro, dub jamaicano, reggae, ragga e afrobeat.


“Mentes inquietas que passeiam pela cidade absorvendo a essência das ruas, dos guetos, terreiros, de cada canto que traz consigo a verdade, a resistência. o swingue é a fusão.”

“A cidade era muito mais negra do que parecia ser  e a gente queria fazer disso um grito, que levasse as pessoas a refletirem também”
 destaca Mazzone

FONTE: Trecho retirado da entrevista

Beatriz Rufino

FAU/USP

Professora Doutora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Ceará (2001), mestrado em Planeamento e Projecto do Ambiente Urbano pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (2005) e doutorado no Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2012). Atualmente desenvolve pesquisas em torno dos seguintes temas: produção imobiliária; programas e projetos habitacionais; planejamento e projeto urbano tendo como exemplo o projeto de extensão Projetos Urbanos e Conflitos na Produção da Cidade e o projeto de pesquisa Transformações na produção da metrópole no século XXI.

“A produção do ambiente construído mostra-se ainda pouco conhecida frente à sua importância política, econômica e social sendo objeto de controvérsias que estão a merecer avanços inovadores em seus estudos e pesquisas. A intensificação da produção imobiliária e a expansão dos investimentos em infraestrutura evidenciadas nas cidades latino-americanas no século XXI, além de reforçarem a importância dessas atividades para a compreensão das mudanças urbanas e territoriais mais amplas, têm indicado uma crescente articulação entre os ramos e setores, impondo novos desafios para o planejamento territorial e urbana e para a interpretação crítica da produção do espaço.

(…)

Em seu conjunto, os debates mostraram que as transformações globais no capitalismo têm produzido novas articulações entre agentes públicos e privados na produção do espaço gerando consequências sociais e ambientais que já não podem mais ser explicadas a partir da interpretação da urbanização industrial, ainda que haja permanências e descontinuidades nesse processo. A realidade urbana das cidades latino-americanas se insere no contexto do circuito internacional de capitais com suas especificidades, o que requer a elaboração de teorias e interpretações próprias". (RUFINO, FERRARA, SHIMBO, 2018, p. 85-86)

 

RUFINO, M. B. C.; FERRARA, L. ; SHIMBO, LZ . Imobiliário-Infraestrutura na cidade do século XXI: desafios para uma crítica contra-hegemônica. Risco: Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo (on line), v. 16, p. 84-101, 2018.

Federico Calabrese
FAUFBA

Professor assistente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia.Professor permenente do Mestrado Profissional MP-Cecre.Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela FAUFBA e pela Universitá Degli Studi di Napoli Federico II. Mestre Profissional em Conservação e Restauração de monumentos e Núcleos Históricos pela FAUFBA (2013), possui graduação em Arquitetura e Urbanismo - Universita Degli Studi di Napoli Federico II (1998). Atua principalmente nos seguintes temas: projeto urbano e projeto de arquitetura e restauração. Em 2010 foi Professor a contrato na Universitá Degli Studi di Napoli Federico II, desde 2013 até 2015 foi Professor de Projeto da Faculdade de Arquitetura do Centro Universitário Jorge Amado, UNIJORGE em Salvador.

“O lembrar, tendo o desenho do todo ou de partes do conjunto arquitetônico como forma de expressão, não representa neste processo uma volta ou recuperação do passado, mas uma reconstrução deste a partir de imagens e ideias do presente. (…) São as relações sociais que dão a forma subjetiva à objetividade do espaço, que a apreendem, que o conformam”


CALABRESE, Federico. Estudos de Requalificação e de Valorização Urbana e Paisagística do Rio Vermelho em Salvador. Dissertação (mestrado profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos/MP-CECRE) - Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Arquitetura, 2013. 

Pedro Pirez
CONICET

Advogado com pós graduação em sociologia e Doutor em Direito e Ciências Sociais (Universidade de Córdoba). Investigador principal do CONICET. Professor titular de ‘Governo local, processos e instituições’ na área de Ciência Política da Universidade de Buenos Aires. Professor de pós graduação nas universidades de Buenos Aires, Torcuato Di Tella, San Martín e outras nacionais e estrangeiras. Membro do Conselho de Experts da Fundação Metropolitana. Publicou mais de noventa artigos sobre temas metropolitanos. É uma das referências do mundo acadêmico que mais se dedicou a estudar e analisar a metrópole Buenos Aires.
“La limitación de los procesos económicos y de la capacidad de inclusión de los mercados urbanos de fuerza de trabajo dio lugar a una mayor heterogeneidad de las fuentes de los recursos para la reproducción de la población. Así, junto con los originados en la renta, la ganancia y el salario, se encuentran procesos mercantiles simples que sostienen la reproducción de una cantidad relevante de familias, en múltiples actividades, muchas de ellas denominadas informales. Esto implica la existencia de un universo, también heterogéneo, muy amplio de sectores populares, es decir de familias que no logran su plena reproducción dentro de los procesos mercantiles capitalistas, resultando en una de gran cantidad de población insolvente frente a buena parte de sus necesidades de reproducción y, en particular, respecto de los bienes urbanos”

PÍREZ, Pedro.
Las heterogéneas formas de producción y consumo de la urbanización latinoamericana. Quid 16 N°6 -2016- (131-167).

Possui graduação em Bacharelado em Urbanismo pela Universidade do Estado da Bahia, é Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia e Doutora pela mesma instituição com período sanduíche no Institut dUrbanisme de Paris - Université Paris-Est Créteil / Val-de-Marne. Coordenadora da disciplina extensionista de Ação Curricular em Comunidade e em Sociedade (ACCS) Perícia Popular no Centro Histórico de Salvador (desde 2016), Membro do Grupo de Pesquisa Lugar Comum (desde 2011), onde coordena as pesquisas Tramas de Transferências de Imóveis em Salvador: A Construção Social do Valor da Cidade e A produção imobiliária de Salvador: condições, agentes, conflitos e desafios para o direito à cidade, e atualmente a Profa. da Faculdade de Arquitetura da UFBA e Profa. permanente do PPG-AU/UFBA, além de Vice-Coordenadora deste programa de pós-graduação.


“No caso brasileiro, a produção imobiliária, que acontece nesses termos, ajuda a intensificar processos de despossessão, precarização e vulnerabilização, seja pela tendência geral de assimetria da destinação desses investimentos, canalizados majoritariamente para as empresas imobiliárias; seja pela interdição do acesso a essa produção por habitantes sem a capacidade aquisitiva / de solvência requerida; seja pela despossessão, de fato ou como ameaça, de territórios populares em situações de conflitos urbanos face a alguns dos empreendimentos produzidos; bem como casos de degradação e de destruição de recursos ambientais e patrimoniais de interesse coletivo, de muitas dessas intervenções. Esse sentido dominante converge com uma desigual distribuição de infraestruturas públicas estatais, que reforçam os interesses corporativos da Cidade (…)”


FIGUEIREDO, Glória Cecília Figueiredo. Apresentação. In.: LUGAR COMUM. Projeto do Simpósio Produção Imobiliária e Outros Fazeres da Cidade. Salvador, 2019.

Glória Cecília
LUGAR COMUM - FAUFBA

Fundada em 03 de Julho de 2002 por um grupo de moradores e ocupantes do centro, em sua maioria mulheres, a AMACH teve como fundamento, denunciar de forma organizada e coletiva, o processo de exclusão social e expulsão dos moradores tradicionais da região. Atuando no Centro Histórico da Cidade do Salvador. espaço inserido na poligonal tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, respondem e resistem ao Projeto de Revitalização do Centro Histórico de Salvador que, na sua 7.ª Etapa, continua expulsando antigos moradores do local.  No dia 05/06, estarão presentes no simpósio compondo a Roda de  Diálogos II:"Embates, conflitos e ação coletiva em torno da produção, acesso, uso e apropriação de bens públicos, comuns e da Cidade"

“Nós não somos mais evento. Nós somos movimento.”

https://www.facebook.com/PericiaPopularnoCentroHistoricodeSalvador/

Jecilda da Cruz Mello
Associação de Moradores e Amigos do Centro Histórico

O Slam das Minas – BA nasce em março de 2017, no mês da mulher, com a proposta de criar um espaço de visibilidade e fortalecimento das artistas da cena local, visando superar em nível pessoal e coletivo a discriminação e o preconceito. Bem como buscar alternativas que proporcionem o protagonismo das mulheres negras e periféricas no meio cultural. No dia 05/06, estarão presentes no simpósio compondo a Roda de  Diálogos II:"Embates, conflitos e ação coletiva em torno da produção, acesso, uso e apropriação de bens públicos, comuns e da Cidade".


"Somos porque muitas outras foram antes de Nós!"

Slam das Minas

Coletivo Roupa Suja

Coletivo formado a mais de 2 anos, criado com a intenção de levar reivindicações sociais através do rap, da poesia, e de outras formas de arte. No dia 04/06, estarão presentes no simpósio compondo a Roda de Diálogos I: "Cidade latinoamericana: Estado, Mercado, Urbanização popular, insurgências (de)colonialidade".


“Vivemos em dias de GUERRA onde o alvo são os jovens negros.

Seja pela polícia ou pelas facções, as mortes estão explícitas.

Nas mídias, nas ruas...pra sobreviver por aqui tem que saber o  que fala

Pois "uma palavra aqui salva e a outra mata" e quem tá morrendo?!

Os pretos estão morrendo, as mulheres estão morrendo!

O povo preto sangra.

E "Salvador man, nunca salva".
FONTE: Trecho retirado da descrição do clipe “SALVA NADA”, disponível no youtube

 

Clímaco Dias

         IGEO UFBA

Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (1981), mestrado em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (2002) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal da Bahia (2017). Atualmente é professor assistente da Universidade Federal da Bahia. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: produção do espaço urbano, planejamento urbano, espaço público, metrópole e geografia urbana. No dia 04/06, estará presente no Simpósio falando um pouco sobre o tema “Bairro popular: um lugar de resistência dos pobres da grande cidade”, compondo a mesa  RODA DE DIÁLOGOS I: "Cidade latinoamericana: Estado, Mercado, Urbanização popular, insurgências e (de)colonialidade".

“Os bairros populares, embora tenham índices de violência elevados e muitos deles terem a presença do crime organizado influenciando no cotidiano da vida das pessoas, terem níveis de miséria exacerbados e sofrerem de uma ausência crônica do Estado, são lugares privilegiados da resistência popular de transformação dessas realidades que fazem muitos dos autores não reconhecê-los e até interpretá-los com uma certa repulsa. (...) todas as categorias de pobres da grande cidade ou das metrópoles, pela intensidade da comunicação entre si, desenvolvem práticas socioespaciais que têm no bairro popular o lugar de maior densidade destas. (...). Pobre não é apenas uma condição de renda, mas um conjunto de vida, a exemplo das condições de habitação, educação, saúde, formas de lazer, manifestações artísticas e a propensão a estabelecer laços de vizinhança e parentesco como forma de superar necessidades e transformar as carências materiais decorrentes das suas baixas rendas"(DIAS, 2017, p. 17)
 

DIAS, Clímaco. Práticas socioespaciais e processos de resistência na Grande Cidade: relações de solidariedade nos bairros populares de salvador. Tese (doutorado) - Universidade Federal da Bahia, Instituto de Geociências, 2017.

Elizabeth Moura Oliveira

GEPODE UFBA         

A cientista econômica Elizabeth Moura de Oliveira, pós doutarada em Economia pela UFBA é atualmente integrante do Grupo de Estudos em Economia Política e Desenvolvimento (GEPODE/UFBA). Sua trajetória acadêmica possui uma ênfase em Economia Política, Economia Brasileira, Desenvolvimento Capitalista e Economia Política do Conhecimento e da Informação, atuando principalmente nos temas capitalismo contemporâneo, atual padrão de desenvolvimento brasileiro, capitalismo dependente, superexploração da força de trabalho, Estado e bloco no poder, imperialismo contemporâneo, mercantilização do conhecimento, acumulação rentista, economia política dos dados pessoais, economia digital, economia política do algoritmo.

A Profa. da Faculdade de Economia da UFBA Elizabeth estará presente no simpósio participando da roda de diálogo “Cidade Latinoamericana: Estado, Mercado, Urbanização popular, Insurgências e (des)colonialidade” que acontecerá no dia 04.06.

"A Teoria Marxista da Dependência (TMD) oferece uma contribuição importante para a interpretação da realidade recente, pois através dela é possível discernir entre os elementos conjunturais e estruturais da atuação do Estado, de suas políticas e de seus resultados. A questão de fundo que sempre se coloca é a dependência financeira e tecnológica da economia brasileira em relação aos países ‘desenvolvidos’, condicionando toda a dinâmica política e econômica do país. Vale a pena prestar atenção, em particular, em uma categoria chamada subimperialismo, contribuição bastante original de Ruy Mauro Marini (…) (e, a despeito das polêmicas envolvidas, ainda pouco discutida), pois nos ajuda a compreender as contradições do Brasil sem apelar para expressões como ‘país emergente’, ‘país em desenvolvimento’ ou ‘potência emergente’. Por outro lado, essa concepção nos mostra que a análise do capitalismo brasileiro como um país dependente não nos autoriza a compará-lo, sem mediações, aos demais países da América Latina”. (OLIVEIRA,   2015, p. 2-3)


OLIVEIRA, Elizabeth
.
A dinâmica econômica e o papel do Estado no subimperialismo brasileiro no século XXI. In: XX Encontro Nacional de Economia Política, 2015, Foz do Iguaçu. Desenvolvimento latino-americano: integração e inserção internacional, 2015.

Ana Fernandes

Lugar Comum – UFBA

Ana Fernandes é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (1978), possui doutorado (1985) em Aménagement et Environnement pela Université de Paris XII (Paris-Val-de-Marne) e pós doutorado na Columbia University (1996-1997) e na École d‘Architecture Paris Malaquais (2004). Ela Coordena o Grupo de Pesquisa Lugar Comum desde 2010, sendo os seus principais campos de atuação: História e Memória da Cidade e do Urbanismo; Produção da Cidade, Espaços Públicos, Espaços Comuns; Política e Direito à Cidade. A professora Ana Fernandes, coordenará a abertura do simpósio e o Painel de provocações, além de participar da Roda de diálogo II, "Embates, conflitos e ação coletiva em torno da produção, acesso, uso e apropriação de bens públicos, comuns e da Cidade", que acontecerá no dia 05/06.

"Políticas multiescalares, coordenadas pelas regras rígidas do mercado e pelo chamado pós-fordismo nanceirizado,3 baseiam-se em diversos arranjos institucio- nais, políticos e técnicos e em formulações estratégicas de planejamento urbano e regional, apontando para a imbricação crescente entre ação pública e governança corporativa. Sua presença, repetição e intensidade apontam para um grau de generalidade que parece concentrar princípios globalizantes da cidade corpora- tiva – mais ou menos desenvolvidos e mais ou menos articulados, em função da densidade da tessitura social e política de cada realidade – e das políticas urbanas implementadas para a atração de investimentos: inserção competitiva do território, escalas crescentes, fragmentação, uso acentuado do fundo público, endividamento, papel decisivo do setor privado, produção sequenciada de normas e mecanismos de regulação, parcerias público-privadas (PPPs), visibilidade e seletividade dos espaços, especulação, segregação, enclaves urbanísticos, violação de direitos, devastação ambiental, obsolescência precoce do construído. A interpenetração das lógicas fundiária, imobiliária, nanceira e de marketing, complexas, instáveis e descoladas do território, é fator fundante desse processo (Fernandes, 2013).". (FERNANDES, FIGUEIREDO, 2016)

FERNANDES, Ana ; FIGUEIREDO, Glória Cecília dos Santos. Cidade Corporativa, Ações Internacionais e a Luta pelo Direito à Cidade: Desafios colocados à Habitat III. In: Renato Balbim. (Org.). Geopolítica das Cidades: velhos desafios, novos problemas. 1ed.Brasília: IPEA, 2016, v. 1, p. 171-193.

Graduado em Geografia (2005) pela Universidade de Santiago de Compostela (USC) e doutor em Geografia (2014) pela Universitat Autònoma de Barcelona – com estágio no Graduate Centre da City University of New York (CUNY) –; a minha carreira acadêmica acontece na interface dos estudos urbanos, as epistemologias feministas, a teoria não-representacional (NRT) e os estudos sociais da ciência e a tecnologia (STS). Meus interesses como pesquisador variam desde a preocupação pelos métodos etnográficos, a crise e o problema da representação (epistemológica e política) – na concepção e na abordagem do urbano–; as políticas do design do espaço público ou a articulação de novas formas de protesto cidadão que ultrapassam os pactos modernos. Tudo isso, em linha com as perspectivas e os desafios analí́ticos com que algumas abordagens antiessencialistas, construtivistas e performativas – a teoria do ator-rede, a teoria não representacional e o giro afetivo – renovaram o estudo recente da cidade. Desde dezembro de 2016, sou pesquisador de pós-doutorado com bolsa de estudos (PNPD/CAPES) na Universidade Federal da Bahia. O meu projeto de pesquisa "Para uma cosmopolítica do governo urbano. Urbanismo/s de código aberto, espaços de igualdade e outros agenciamentos do urbano", estuda espaços e práticas cidadãs de afirmação e cuidado da vida em comum em ambientes necropolíticos.

Brais Estévez Villarino

" Si las perspectivas hegemónicas –tanto las más académicas como aquellas asunciones positivistas que suelen nutrir las políticas públicas y las estrategias de diseño urbano – habían asumido que el espacio público era un receptáculo autoevidente (…) y una suerte de objeto geométrico y estático que alojaba la vida social; las aproximaciones propiciadas por la noción de ensamblaje lo ven como un efecto relacional – un logro múltiple, híbrido, emergente y descentrado (…) Es decir, en vez de una forma espacial capaz de contener lo urbano – cuando menos alguna de sus representaciones sociales, simbólicas y antropocéntricas –, el espacio público pasaría a concebirse como una realidad múltiple y fuertemente distribuida que se actualiza en el constante devenir de una infinidad de prácticas, mediaciones y formas de vida, cuyas dinámicas no solo exceden sus aparentes límites espaciales, sino que también evidencian una mayor simetría de las agencias que tienen lugar. "(ESTÉVEZ VILLARINO, 2016, p. 19-20)
 

ESTÉVEZ VILLARINO, Brais. Controversias, hibridez y diseño urbano. Abrir el candado de la representación y multiplicar los posibles del espacio público. Revista de Geografía Norte Grande, núm. 65, diciembre, 2016, pp. 7-37 Pontificia Universidad Católica de Chile. Santiago, Chile.

A professora da Faculdade de Arquitetura da UFBA, Thais Rosa, participará da roda de diálogo “A produção imobiliária e outros fazeres de cidade: Diversidade de agentes e sentidos” que acontecerá no dia 06.06. A professora Thais Rosa é docente credenciada na Residência AU+E/FAUFBA - Assistência Técnica e Direito à Cidade e Professora permanente do PPG-AU/UFBA, doutora em Arquitetura e Urbanismo (Área de Teoria e História) pela Universidade de São Paulo (IAU-USP/2014), com estágio-sanduíche pela Universidad de Sevilla (ETSAS/2013) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (IAU-USP/2015). Tem experiência nas áreas de arquitetura e urbanismo, história urbana e do urbanismo e etnografias urbanas, em torno de questões como: cidades contemporâneas e suas margens, produção e apropriação do espaço urbano, políticas urbanas e habitacionais, urbanismo e planejamento urbano, periferias urbanas, favelas, habitação de interesse social, assessoria técnica e direito à cidade.

“Trajetórias marcadas por sequências de rupturas e recomeços, desenraizamentos sucessivos vividos muitas vezes como traumas, em que a ausência de moradia se vincula à presença do estado como ator de violências múltiplas no campo do urbano, apontando para a coexistência de mecanismos históricos de gestão das diferenças sociais na cidade e processos contemporâneos de “gestão diferencial de territórios” (…) E, se tal dimensão ‘nômade’ se faz presente nestas trajetórias como condição de vida, mostra-se também elemento estruturante dos processos de produção da cidade: a partir das trajetórias se evidencia o quanto a expansão urbana se produz, em grande medida, para e pelas camadas populares, num contínuo “fazer cidade em suas margens”. (ROSA, 2015, p. 32-33)

 

ROSA, Thais Troncon. Da casa própria à casa manjada: dinâmicas socioespaciais e vulnerabilidades territorializadas nas periferias urbanas. In: 39º Encontro Anual da ANPOCS, 2015, Caxambu. 39º Encontro Anual da ANPOCS, 2015.

Thais Rosa
​          UFBA

Rafael de Aguiar Arantes, professor do Departamento de Sociologia da UFBA e pesquisador associado ao Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades - CRH/UFBA e do núcleo Salvador do INCT/Observatório das Metrópoles, é um dos nossos convidados da roda de diálogos que acontecerá no dia 06.06. O professor Rafael é graduado, mestre e doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia, com estágio de doutoramento no Instituto de Estudios Urbanos y Territoriales da Pontificia Universidad Católica de Chile. Sua experiência de pesquisa possui ênfase em Sociologia Urbana, atuando principalmente nos temas metrópoles latino-americanas, segregação e desigualdades sócio-espaciais, espaço público e sociabilidade urbana.

Rafael de Aguiar Arantes

Centro de Estudos e Pesquisas em Humanidades - CRH/UFBA         

“[...] Três são as principais conclusões, que ilustram os dilemas de uma cidade pobre e periférica. Em primeiro lugar, o desenvolvimento urbano de Salvador está historicamente vinculado aos interesses do mercado e de uma elite política regional, que bloquearam as tentativas de regulação pública do espaço da cidade. [...] Um segundo ponto importante é que, mesmo com a característica dependência do governo do estado, no arranjo político atual a gestão urbana do município tem sido disputada. A contenda por quem gere melhor a cidade, para além de ser protagonizada por grupos políticos de partidos antagônicos na Bahia, está aparentemente ancorada em lógicas e características semelhantes [...] Por fim, a fragilidade fiscal do município de Salvador, como limite administrativo ou como discurso, tem contribuído para a implementação de um programa de empresariamento urbano desde os anos 90. Tal programa foi implantado por coalizões políticas distintas e permanece central na atual gestão municipal.” (ARANTES; PEREIRA, 2018, p. 20)

 

ARANTES, Rafael de A.; PEREIRA, Carla G. Poder Político e Desenvolvimento Urbano em Salvador. Congresso 20 anos do Observatório das Metrópoles. Rio de Janeiro, 2018

O Acervo da Laje, situado na Rua Nova Esperança, 34 - E, São João do Cabrito, no bairro de Plataforma, Salvador, Bahia, é um espaço de memória artística, cultural e de pesquisa sobre o Subúrbio Ferroviário de Salvador, que surgiu em 2011, fruto de pesquisas sobre a arte invisível dos trabalhadores da beleza nas periferias de Salvador, realizados pelo professor e pesquisador José Eduardo Ferreira Santos em parceria com o fotógrafo Marco Illuminati. Sua função é expor a beleza produzida pelos artistas da periferia e buscar trazer uma visibilidade positiva para o território, mostrando, in loco, as obras produzidas pelos artistas. É, também, um espaço de pesquisa, extensão e intervenção, que procura promover novos conhecimentos sobre o Subúrbio Ferroviário de Salvador.

No dia 06.06 teremos a oportunidade de conhecer o Acervo da Laje, onde realizaremos a roda de diálogos “A produção imobiliária e outros fazeres de Cidade: Diversidade de agentes e sentidos” e, para finalizar, a confraternização de encerramento do nosso simpósio.

"Uma das funções do Acervo é promover o encontro entre as pessoas da periferia e a arte produzida no território, procurando analisar os impactos que a beleza e a produção artística podem trazer no enfrentamento às situações de violência presentes nas trajetórias de jovens e adolescente."

Conferência Acervo .pdf

Vilma Santos e José Eduardo Ferreira

Acervo da laje

O Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB) nasceu em 2003, fruto da necessidade de organização de mulheres e homens para conquista da moradia e demais direitos sociais necessários para a vida digna. Como consta no documento da Cartilha do II Congresso Estadual do MSTB, o movimento se baseia em quatro princípios norteadores: A horizontalidade nas relações de poder entre base e coordenação, a autonomia em relação aos partidos políticos e aos governos, a solidariedade aos outros movimentos que lutam contra todas as formas de opressão e o poder popular.

"Movimento de luta pela moradia digna (com saúde, educação, segurança, cultura, lazer, meio ambiente equilibrado), com o objetivo maior da construção das comunidades do bem-viver."

Maura Cristina

 Movimento dos Sem Teto da Bahia

Ana Caminha
Articulação do Centro Antigo

A Articulação do Centro Antigo é uma rede de luta por moradia digna no centro da cidade de Salvador e se coloca contra os processos de gentrificação e exclusão a que são expostos. A articulação é composta pelos movimentos:

Artífices da Ladeira da Conceição da Praia

Associação Amigos de Gegê dos Moradores da Gamboa de Baixo

Moradores da Ladeira da Preguiça

Movimento Nosso Bairro é 2 de Julho

Movimento dos Sem Teto da Bahia [MSTB]

Coletivo Vila Coração de Maria


“Cidade ocupada, cidade viva” 

Comunidade Fonte do Governo

A Fonte do Governo, comunidade com pouco mais de 700 habitantes, é situada no bairro do Candeal, ao lado de uma das últimas áreas verdes remanescentes do distrito de Brotas. Essa área de 6 hectares, com fontes, nascentes e olhos d'água em plena área urbana consolidada, é utilizada pela comunidade para lazer, subsistência e religiosidade, com a prática de outros usos como extrativismo, abastecimento de água, criação coletiva de animais, babas de saia e rituais afrobrasileiros, está em disputa, ameaçada pelo megaempreendimento Loteamento Reserva Cidade Jardim que, a despeito da legislação existente, propõe devastar a área, murar a comunidade e retirar sua via de acesso, para implantação de 19 torres residenciais e comerciais no local. Em meio a esse conflito territorial, os diversos agentes sociais locais e coletividades da Fonte do Governo estão se mobilizando, reunindo a antiga associação de moradores, a igreja evangélica e o grupo de capoeira Mestres do Amanhã, com o acompanhamento da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo do MP-BA, para lutar pelos seus direitos e pela permanência de seus usos e fazeres no território ocupado pela comunidade há mais de um século.

A Promotoria de Habitação e Urbanismo é um importante instrumento de contato direto do Ministério Público com a sociedade. Atua realizando reuniões com a comunidade, participando de audiências públicas, solicitando informações, coletando dados, investigando e ouvindo testemunhas para apurar a ocorrência de irregularidades e crimes nas suas diversas áreas de atuação.

Hortênsia Pinho

    Promotoria de Habitação e Urbanismo do MP-BA

Núcleo Fundiário da DPE-BA

Com sua atuação ligada à garantia do direito à moradia digna, o Núcleo atende, diariamente, os moradores que vivem em situação de vulnerabilidade nos mais diversos bairros de Salvador. através da prevenção e mediação, tratam de casos ligados aos conflitos de uso e ocupação do solo, despejos, obtenções e reintegrações de posse e também a regularização fundiária. No dia 03/06, estarão presentes no simpósio, compondo a mesa de abertura do evento.

Naia Alban 
FAUFBA

Graduada em Arquitetura pela Universidade Federal da Bahia (1986) e Doutora pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid - Universidad Politécnica de Madrid (1994), professor Titular (2018), diretora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia desde agosto de 2011 e parte do quadro permanente do PPG-AU Universidade Federal da Bahia. Presidente da Comissão de Patrimônio, Meio Ambiente e Espaço Físico do CONSUNI, Líder, conjuntamente com Nivaldo Andrade, do Grupo de Pesquisa -PROJETO, CIDADE E MEMÓRIA-.

Rodrigo Baeta

PPGAU - FAUFBA

Arquiteto, formado em 1994 pela Escola de Arquitetura da UFMG, Especialista pelo Curso de Conservação e Restauração de Monumentos e Sítios Históricos (IX CECRE UFBA) e pelo Curso Ciudades y Viviendas de Iberoamérica, oferecido pelo Centro Nacional de Conservación, Restauración y Museología (CENCREM), La Habana, Cuba. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGAU UFBA), e Doutor pelo mesmo programa, ambas formações com Área de Concentração em Conservação e Restauro. Atualmente ministra disciplinas nas áreas de História da Arte, História da Arquitetura e da Cidade, Conservação e Restauração do Patrimônio Edificado e Projeto de Arquitetura e Urbanismo, sendo Professor Adjunto IV da Faculdade de Arquitetura da UFBA. É Professor Permanente do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos (MP-CECRE UFBA), tendo sido o seu coordenador por 4 anos) e é Professor Permanente do PPGAU UFBA e seu atual coordenador.

Nivaldo Vieira de Andrade Junior

Presidente do IAB / Brasil
 

O Instituto de Arquitetos do Brasil IAB é entidade de livre associação de arquitetos e urbanistas brasileiros, que se dedica a temas de interesse do arquiteto, da cultura arquitetônica e de suas relações com a sociedade. Fundado no Rio de Janeiro em 26 de janeiro de 1921, o IAB é a mais antiga das entidades brasileiras dedicadas à arquitetura, ao urbanismo e ao exercício da profissão. O IAB não tem fins lucrativos e seus dirigentes não são remunerados.

Cláudia Miranda

 Superintendente do CREA-BA

Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) são entidades de fiscalização do exercício de profissões de engenharia, arquitetura e agronomia, em seus estados. Esses conselhos compõem o Sistema Confea/Crea, que é o conjunto formado pelo Confea e pelos Creas atuando de forma associada e coesa em prol de um objetivo comum: zelar pela defesa da sociedade e do desenvolvimento sustentável do país, observados os princípios éticos profissionais. A intenção de se buscar essa unidade de ação é que tais órgãos fiscalizadores – que possuem, cada um, personalidade jurídica própria – trabalhem de forma sinérgica, de modo a potencializar suas entregas aos cidadãos.